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dc.contributor.authorBraga, Rafael Saint-Clair Xavier Silveira-
dc.date.accessioned2015-10-26T13:23:30Z-
dc.date.available2015-10-26T13:23:30Z-
dc.date.issued2010-
dc.identifier.urihttp://hdl.handle.net/11707/3544-
dc.description.abstractA presente dissertação propõe-se a examinar as estruturas interrogativas de conteúdo de uma língua indígena amazônica isolada, o Ticuna. Para tanto, as estruturas whsimples e múltiplas, bem como as relações de escopo de quantificadores, são enfocadas aqui. Nos trabalhos de Facó Soares (1992, 1999, 2000), comprovou-se que a língua apresenta contextos em que as palavras /t-/ (correspondente ao morfema wh- do inglês) são geradas adjungidas à base, depois de comprovada a independência do constituinte interrogativo t- em relação ao clítico ‘nü-’ü’. Para que ocorra o licenciamento de interrogativa in-situ na língua é necessário que este constituinte não ultrapasse o estrato vP, adjungindo-se externamente, o que em Chomsky (1995) é definido como ‘especificador externo’ (‘outer specifier’). Por outro lado, o especificador mais interno, e, portanto, próximo ao núcleo v 0, [vP[vPinner[v 0]]] é uma posição identificada por Rackowski & Richards (2005:23) como não passível de extração porque não está sob o alcance de núcleos de fases mais altas, o que faz com que esta posição esteja longe de sondas mais altas na árvore sintática. Em construções in-situ, a sonda C0 em Ticuna só está ativa, e portanto tem seu traços checados, apenas em sintaxe encoberta (LF), sendo o movimento da palavra t- insitu PROCRASTINADO para LF. Em LF, o princípio de localidade (considerando-se, sobretudo, a operção AGREE entre uma SONDA-ALVO) é tão rígido quanto em sintaxe aberta, conforme defendido por Boskovic (1997) para quem a sintaxe em LF é ainda mais sujeita e critérios de localidade do que a própria sintaxe aberta. Para tanto, Boskovic baseia-se na hipótese de Mover Traço (Move [F]eature) de Chomsky (1995). No que se refere às conclusões de Rackowski & Richards (2005) poderíamos considerá-las como mais um critério para não extração de wh-in-situ para além do extrato vP em sintaxe aberta. A questão da localidade nos moldes de Chomsky (2001) é, portanto, também uma condição para licenciamento de wh-in-situ para além dos elementos apontados por Cheng (2000), os quais são: (i) a materialização de um morfema explícito, através de partículas interrogativas (complementizadores explícitos) como em japonês e swahili; e (ii) a subespecificação, [Q:], de um traço entoacional licenciador. Com relação às questões wh-múltiplas, ao confrontarmos a proposta de Higginbotham & May (1981), adotada também por Richards (1997, 2001), que tipologizam línguas de absorção em IP, e aquelas de absorção em CP, conclui-se que para o Ticuna não há uma obediência ao Princípio de Superioridade, sendo possível na língua o scrambling das palavras /t-/, assim como comprovado por Boskovic (1988) para as línguas eslavas. Concernente ao escopo de quantificadores, conclui-se que as relações de escopo em Ticuna revelam-se tão rígidas quanto no chinês mandarim padrão e no japonês, comprovadamente tidas como línguas de sintaxe encoberta na literatura.en_US
dc.language.isootheren_US
dc.publisherUniversidade Federal do Rio de Janeiroen_US
dc.subjectAmerican Indigenous Languages (Southern)en_US
dc.subjectIsolated Languagesen_US
dc.subjectTicunaen_US
dc.titleAs interrogativas em ticuna: propondo o movimento encobertoen_US
dc.typeThesisen_US
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